segunda-feira, 13 de junho de 2011

Governo tenta abrir negociação com bombeiros


Comandante geral visita presos e reune-se com representantes do movimento. Site 'antiboatos' dá explicações à opinião pública, que é simpática aos grevistas

Cecília Ritto
Mulheres e filhos de bombeiros se ajoelham em manifestação contra a prisão de 439 bombeiros
Mulheres e filhos de bombeiros se ajoelham em manifestação contra a prisão de 439 bombeiros: solidariedade da opinião pública (André Teixeira/Agência O Globo)
O governo do estado do Rio de Janeiro fez hoje o primeiro movimento para romper o impasse que se instalou na negociação com os bombeiros militares, desde a invasão do Quartel General da corporação, na última sexta-feira. O comandante geral do Corpo de Bombeiros. Sérgio Simões, foi ao quartel de Jurujuba, em Niterói, onde estão presos 439 homens, e ainda nesta terça-feira terá reunião no QG dos bombeiros com três representantes do movimento. O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Paulo Melo, participará da reunião.
Em entrevista, Simões, que foi nomeado no sábado, admitiu a existência de um problema de comunicação do comando anterior com os bombeiros, que estão em campanha salarial desde abril. “Eu abri o canal para falar com a tropa, e esclarecer que o comandante geral é o representante legal da instituição. Quem fala em nome do Corpo de Bombeiros sou eu, mais ninguém", disse.
A mudança de tom é nítida em relação à fala do governador Sérgio Cabral, que chamou os bombeiros de vândalos, irresponsáveis e bandidos. Simões fez questão de afirmar: “Sou tão bombeiro quanto os que estão na Alerj ou os 439 presos. Vi dezenas de bombeiros que trabalharam comigo em diversas situações”. E referiu-se diretamente a Cabral: “O governador está sensível, quer atender às reivindicações e me pergunta quais são.”

O comandante lembrou que o plano de recomposição salarial do governo Sérgio Cabral vai representar, ao final de oito anos, um aumento de 50% acima da inflação. Mas reconheceu que atualmente os salários "não são compatíveis". Segundo Simões, foi oferecida aos presos a alternativa de transferência para locais mais próximos de suas famílias, mas eles preferiram permanecer juntos.
Outro movimento do governo estadual foi feito na direção da opinião pública, com o lançamento de uma “central de Informações e antiboatos” na internet sobre o movimento dos bombeiros. Construída no formato de perguntas e respostas, a central detalha a política salarial adotada pelo estado, publica a sentença da juíza que negou o habeas corpus aos presos no sábado e é, principalmente, uma tentativa de neutralizar a nítida solidariedade que a população tem manifestado ao movimento. Além de manter o atendimento básico, os bombeiros se apresentam como vítimas de uma política salarial perversa. E o apoio das famílias, que comparecem às manifestações com cartazes do tipo “meu pai é herói, não é bandido”, angaria muito mais simpatia do que o discurso inflamado de Sérgio Cabral – que desde sábado não fez mais declaração alguma sobre o assunto.

Postado Por Alair Alcântara

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sábado, 4 de junho de 2011

Veja imagens da invasão do Bope ao Quartel Central dos bombeiros

Agentes entraram no local e deixaram o clima tenso
Do R7, com Rede Record 
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Agentes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) invadiram, na manhã deste sábado (4), o Quartel Central do Corpo de Bombeiros, que estava tomado por centenas demanifestantes.
De acordo com os policiais, foram usadas apenas armas não-letais, como bombas de efeito moral. Contudo, testemunhas informaram que alguns agentes estariam armados com fuzis.
A entrada do Bope deixou o clima no quartel ainda mais tenso. Ao todo, 439 bombeiros acabaram presos.
A manifestação dos bombeiros, que cobram melhores salários e condições de trabalho, começou na tarde de sexta-feira (3), em frente à Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), no centro do Rio.
Os manifestantes iniciaram uma passeata no início da noite de sexta e pararam o trânsito em várias ruas da região, até chegarem ao Quartel Central.
 Assista ao vídeo:



 

     


    Postado Por Alair Alcântara


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    quinta-feira, 2 de junho de 2011

    Humorista Dedé Santana deixa UTI e fica internado em observação


    Portal Terra
    O humorista Dedé Santana deixou a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, onde estava internado. O integrante do elenco de A Turma do Didi, da Rede Globoseguiu para o quarto, onde continua sob observação, mas ainda não há previsão de alta, segundo informou a assessoria do do hospital nesta quinta-feira (2).
    Nessa quarta (1), o hospital havia divulgado que o quadro de saúde do comediante permanecia estável, sem novos episódios de hemorragia digestiva, e que ele se preparava para complementar a segunda fase dos exames. Até agora, os resultados não foram divulgados.
    Dedé deu entrada no CTI do hospital na noite da última quinta-feira (26), após passar mal e sofrer um princípio de desmaio. Há um ano, o ator realizou uma cirurgia para emagrecimento.

    Gilberto Carvalho afirma que Dilma pediu a Palocci que se pronuncie sobre seu patrimônio



    De acordo com ministro, titular da Casa Civil está escolhendo a melhor forma de atender à presidente

    Dilma Rousseff com Antônio Palocci e José Sarney na cerimônia de lançamento do Plano Brasil sem Miséria
    Dilma Rousseff com Antônio Palocci e José Sarney na cerimônia de lançamento do Plano Brasil sem Miséria (Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
    O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, admitiu que a situação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, é delicada. No entanto, ele disse que Palocci continua firme no governo. Sem especificar uma data, Carvalho afirmou que em breve o ministro-chefe da Casa Civil dará explicações públicas sobre o aumento de seu patrimônio.

    "Muito em breve ele vai dar explicações. Está tudo acertado. Ele vai falar", afirmou. "Eu não posso dizer que é hoje porque não deve ser hoje, mas será muito brevemente. Ele está escolhendo a forma", acrescentou, ao ser questionado se Palocci falaria no Congresso. Segundo Carvalho, a presidente Dilma Rousseff pediu a Palocci para que o ministro-chefe da Casa Civil se manifestasse a respeito das dúvidas que pairam sobre a evolução patrimonial dele. "Ela falou com ele que era importante que ele falasse. Isso foi o que ela falou. Ele está esperando o momento adequado", disse.

    Para Carvalho, o evento de lançamento nesta quinta-feira do programa Brasil Sem Miséria só mostra que o governo não parou com a crise provocada pelas denúncias contra Palocci, e que projetos como esse e outros vão continuar. "A crise, para nós, tem um peso, uma importância. Mas ela é muito relativa. Para nós, o importante é o que está acontecendo. É este ato (de lançamento do programa) que aconteceu agora. Este ato é prova de que a ordem da presidente é que a gente continue trabalhando. As crises são importantes. A gente enfrenta com maturidade. Muitas vezes com dificuldade. Mas nós não perdemos o nosso norte. Estamos ao lado dele (Palocci)", concluiu Carvalho.


    Postado Por Alair Alcântara


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